A família das palmeiras oferece diversas opções, desde mais simples até outras mais exóticas, e, podem facilmente melhorar a sua decoração.

É possível encontrar essa planta em diversos tamanhos e formatos, com folhas arredondadas e grandes ou menores e espaçadas, mas, de qualquer forma todas transmitem tranquilidade e deixam o local escolhido com mais vida e glamour.

Além do verde vivo das folhas, é comum que essa planta gere flores e frutos, oferecendo uma belíssima combinação de cores. Nesse artigo, vamos te apresentar algumas palmeiras de pequeno porte para cultivar em casa.

Infelizmente não são plantas aromáticas, mas, se você estiver algo do tipo, temos um artigo perfeito sobre lavandas.

Vamos as espécies:

Palmeira rabo de peixe

foto da palmeira rabo de peixe
KATHERINE WAGNER-REISS, CC BY-SA 4.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0, via Wikimedia Commons

Nome científico: Caryota mitis

Também conhecida como Palmeira-rabo-de-peixe, Cariota-de-touceira e Palmeira-rabo-de-peixe-de-touceira, é nativa da Ásia, Birmânia, Bornéu, China, Filipinas, Java, Malásia, Oceania, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã.

Recebeu esse nome devido ao formato das folhas e se desenvolve bem em climas tropical, subtropical, oceânico, equatorial.

As folhas podem atingir até 3 metros na natureza, mas, em cultivo se adapta ao ambiente. O caule é relativamente fino e solitário em cada planta.

As flores são na cor creme e brotam em espécies de cachos, as chamadas touceiras. Os frutos são arredondados e inicialmente vermelhos, quando amadurecem se tornam pretos, apesar de bonitos, não são comestíveis.

As regas devem ser frequentes, o solo deve estar sempre úmido, não precisa esperar secar para efetuar a próxima rega, cheque isso inserindo um palito ou sentindo a terra com os dedos.

O solo deve ser bastante nutritivo e que auxilie na manutenção da umidade, aposte em fertilizante orgânico e troque conforme as recomendações da embalagem.

Essa espécie pode ser cultivada em sol pleno quando estiver crescida, mas, o melhor é que fique em meia sombra, ou seja, de 2 a 4 horas de sol diárias. Pode ser colocada em vasos ou diretamente na terra.

Palmeira buri de praia

foto da palmeira buri
mauroguanandi, CC BY 2.0 https://creativecommons.org/licenses/by/2.0, via Wikimedia Commons

Nome científico:  Allagoptera arenaria

Também conhecida como guriri, pissandó, caxandó, pissandú, e coqueiro pissandó, é uma espécie de palmeira nativa da América do Sul, inclusive do Brasil. É considerada uma planta anã e boa parte do caule é subterrâneo.

A maioria das nomenclaturas são de origem indígena, escolhidas pelos índios de tribos tupi-guarani. Se desenvolve bem em regiões de clima tropical e subtropical.

As folhas podem atingir até 1,25 metros de altura, e, em cultivo se adapta ao ambiente. O caule é relativamente fino e dividido em dois.

A inflorescência é geralmente amarelada e surge semelhante a uma espiga, os frutos são inicialmente verdes e, quando maduros ficam avermelhados ou alaranjados, além de serem comestíveis e bastante saborosos.

As regas devem ser espaçadas, sempre espere o solo secar para molhar novamente. Evite sempre o encharcamento do solo.

O solo deve ser composto por fertilizante orgânico, mas, devido à planta está acostumada a brotar em solo pobre, não precisa ser bem elaborado.

Essa espécie pode ser cultivada em sol pleno durante toda a vida, ou seja, no mínimo 4 horas de sol por dia. As flores costumam aparecer na primavera e os frutos, no verão.

Palmeira metálica

foto da palmeira metálica
Daderot, CC0, via Wikimedia Commons

Nome científico: Chamaedorea metallica

Nativa do México, é uma espécie que chama bastante atenção por causa das folhas. A cor metalizada que é motivo da nomenclatura popular a torna bastante exótica e atraente.

É uma planta de pequeno porte, pois, pode crescer até 6 metros de altura. Suas folhas são verde-claro e aparecem no topo da planta, podem chegar a 3 metros de extensão, ou seja, metade do comprimento da planta.

Se desenvolve bem em localidades de clima tropical, tropical de altitude e tropical úmido, é geralmente encontrada em florestas situadas em planícies.

A inflorescência é ramificada e na cor laranja, é também uma espécie anã e não apresenta frutos.

As regas devem ser frequentes para que o solo fique sempre úmido, mas, evite que fique encharcado para não adoecer a planta.

O solo não precisa ser muito nutritivo e nem muito solto para manter a umidade por mais tempo, entretanto, não confunda isso com alagar a planta.

Gosta de ambientes quentes e úmidos, é bastante resistente a ventanias e não tolera estiagens. Ideal para decoração de banheiros e cozinha. 

Coqueirinho

Nome científico: Butia arenicola

Faz parte do grupo de coqueiros mais utilizados em jardins, é outra palmeira anã nativa do Paraguai e do Brasil, especificamente dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

É original de regiões que apresentam clima tropical semiúmido, tropical, tropical super úmido e subtropical.

Os coqueirinhos possuem esse nome por causa da enorme semelhança com os coqueiros, é muito utilizado na ornamentação de ambientes interiores inseridos em vasos, não costuma florescer, portanto, não dão frutos.

As regas devem ocorrer até 4 vezes por semana em estações mais quentes, nas estações mais frias, diminua a frequência e regue novamente quando perceber que o solo está perdendo a umidade.

O solo deve ser bem drenado para que não acumule água em excesso, mas, você deve manter sempre úmido para que a planta se desenvolva.

O ambiente deve ser bem ventilado e úmido, assim como a palmeira metálica, é perfeita para decorar banheiros e cozinha devido à umidade presente nesses cômodos.

Palmeira ráfis

foto da palmeira ráfis
Eric in SF, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Nome científico: Raphis excelsa

Também conhecida como palmeira dama, jupita ou  palmeira rápis, é uma espécie nativa da China que esbanja elegância e está se tornando muito atrativa para ser usada na ornamentação de interiores e exteriores.

É uma espécie de pequeno porte, pode atingir até 4 metros de altura. As folhas parecem a palma da mão aberta e apresentam uma coloração verde bem viva, apesar de pequenas.

Se desenvolve bem em localidades de clima tropical e subtropical, então, não é muito adepta a lugares úmidos. A inflorescência é amarela e essa palmeira é uma espécie frutífera. Ambos surgem na fase adulta da planta.

Um dos seus diferenciais é o caule, que difere das demais espécies por surgirem em conjunto e não apenas um, além de serem mais finos que os quais estamos acostumados a ver.

O solo deve ser bem drenado, então, coloque pedras no fundo do vaso para que a água não acumule no substrato. Essas pedras podem ser britas, cascalhos ou algo semelhante.

A rega deve ocorrer em torno de 2 vezes por semana, sempre verifique se o solo está seco antes de molhar, você pode se certificar disso colocando o dedo ou espetando um palito na terra. E muito cuidado para não encharcar o solo!

O ambiente ideal deve ser bem iluminado e bem ventilado, essa espécie tolera ventanias, mas não a deixe exposta a geadas. Deve ser colocada em local quente.

Faças a poda sempre que as folhas estiverem secas ou danificadas, use material cortante esterilizado para não haver a possibilidade de adoecer a planta.

O adubo deve ser orgânico e deverá ser trocado conforme as recomendações da embalagem.

Palmeira yuca

foto d a palmeira yuca
Hatem moushir, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Nome científico: yucca gigantea

A palmeira yuca é uma planta arbustiva também conhecida como yuca gigante, de aparência simples e transparece muita elegância para salas, jardins, escritórios, etc.

É nativa da América Central, América do Norte, Belize, Guatemala, Honduras e México então, se desenvolve bem em regiões de clima tropical e subtropical.

Apesar do nome, faz parte do grupo das plantas de pequeno porte, pode atingir até 9 metros de altura em cultivo, mas, se inserida em vasos, se adapta ao tamanho do recipiente.

As inflorescências brancas costumam brotar na primavera e no verão e dão lugar para os frutos na estação seguinte, as folhas se agrupam no topo do caule e ficam eretas, não apresentam caimento.

As regas devem ser feitas conforme o solo for secando, a terra não deve ficar sempre úmida. É resistente a curtos períodos de estiagem, então não se preocupe se você precisar viajar por poucos dias e não houver outra pessoa para regar.

O solo deve ser bem drenado para garantir o escoamento da água e evitar que acumule no substrato e apodreça as raízes. Jamais deixe a terra encharcada.

O ambiente ideal deve conter bastante iluminação e ventilação. A melhor opção é que essa palmeira seja cultivada em sol pleno e não fique exposta a geadas. O substrato deve ser orgânico e pode ser facilmente encontrado em lojas especializadas, físicas ou online.

Essa espécie, ao contrário de outras yucas, não possui espinhos nas folhas, além de linda é segura para pets e crianças.

Palmeira fênix

foto da palmeira fênix
Janko Hoener de Brühl, Alemanha, CC BY-SA 2.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0, via Wikimedia Commons

Nome científico: phoenix

Phoenix na verdade é um gênero que se divide em 20 espécies, são algumas delas:

  • Phoenix abyssinica
  • Phoenix acaulis
  • Palmeira-das-Canárias, Phoenix canariensis
  • Tamareira, Phoenix dactylifera
  • Phoenix lourierii
  • Phoenix paludosa
  • Phoenix pusilla
  • Tamareira-do-senegal, Phoenix reclinata
  • Tamareira-anã, Phoenix roebelinii
  • Phoenix rupicola
  • Tamareira-indiana, Phoenix sylvestris
  • Palmeira-de-creta, Phoenix theophrastii

Apesar de ser originária da Tailândia e do Vietnã, a palmeira fênix pode ser encontrada em algumas áreas do continente africano. Se desenvolve bem em clima tropical, subtropical, equatorial e oceânico.

É uma espécie de pequeno porte, pois, pode atingir até 4 metros de altura, suas folhas são verdes, extensas e resistentes a ventanias, devido ao tamanho, também é chamada mini palmeira

O caule é relativamente fino e possui coloração marrom acinzentada, as flores brotam na primavera e no verão. É uma espécie frutífera, esses frutos surgem no verão e no outono, possuem coloração roxa e costuma atrair pássaros.

As regas devem ocorrer sempre que o solo estiver seco e a quantidade de água que deve ser utilizada vai variar conforme o tamanho da planta. Não encharque o solo e aposte sempre em vasos que contenham furos embaixo.

O solo deve ser bem drenado e até um pouco arenoso, misture areia no substrato, vai agradar a espécie e vai fazer com que a terra fique solta. O adubo deve ser orgânico e você pode complementar com receitas caseiras.

É importante ser cultivada em sol pleno e locais frescos com boa circulação de ar que deixem o ambiente bem ventilado.

Palmeira areca

foto das folhas da p almeira areca
Photo by David J. Stang, CC BY-SA 4.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0, via Wikimedia Commons

Nome científico: Dypsis lutescens

Também conhecida como areca-bambu é palmeira de jardim, é uma espécie nativa da Ilha de Madagascar, localizada no continente africano é outra espécie que traz elegância para qualquer ambiente.

É uma espécie de pequeno porte, pois, não costuma ultrapassar os 3 metros de altura. As folhas são parecidas com as das demais palmeiras, entretanto, são mais sensíveis e menos resistentes, possuem coloração verde-claro.

A areca bambu é nativa de clima tropical, subtropical e equatorial, é importante saber disso, pois, influencia diretamente nos cuidados necessários para que a planta se desenvolva saudável.

A inflorescência surge como ramos e possuem cor creme, logo, surgirão os frutos que geralmente são verde amarelados quando novos e quando maduros ficam roxos.

O caule, assim como o da palmeira ráfia, são em conjunto, uma única planta apresenta vários e de cor verde assim como as folhas.

As regas devem ser feitas em torno de 2 vezes por semana, sempre esperando o solo secar para que a próxima seja efetuada. Tenha sempre cuidado para não encharcar o solo, isso pode adoecer a planta.

O solo deve ser bem drenado, misture areia ao substrato para ficar mais solto, isso auxiliará na drenagem. Antes de depositar o substrato, coloque uma camada de pedras para que o escoamento água seja ainda mais efetivo.

O ambiente deve ser bem ventilado e iluminado, pode até ser um pouco úmido devido ao clima equatorial. Evite deixar a palmeira areca exposta a geadas e ventanias. Faça a poda sempre que as folhas secarem.

Palmeira de Madagáscar

foto da palmeira de Madagascar
Agnieszka Kwiecień, Nova, CC BY-SA 4.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0, via Wikimedia Commons

Nome científico: Pachypodium lamerei

Nativa da Ilha de Madagáscar, é uma espécie exótica que difere de outras da família quando pensamos em aparência.

é uma espécie de pequeno porte com aparência única e autêntica considerada uma árvore arbustiva e geralmente não ultrapassa 6 metros de altura, principalmente quando cultivada em vasos.

A ilha de Madagascar é o berço de diversas espécies de palmeiras e por ser uma ilha, o clima é majoritariamente tropical, mas essa espécie em especial possui estrutura adequada para aguentar grandes períodos de estiagem graças ao tronco suculento.

As flores costumam brotar no verão, possuem coloração branca e ficam localizadas no topo da árvore. Não é uma espécie frutífera.

O caule é onde essa palmeira armazena água, possui um formato arredondado que se assemelha a um bulbo em outras plantas. Esse cale é amarronzado e possui espinhos em toda a dua extensão.

As regas devem ocorrer de 1 a duas vezes por semana em estações mais quentes, sempre espere o solo secar para molhar novamente. O solo deve conter areia em sua composição e deve ter boa drenagem.

Se você é um amante de palmeiras também vai gostar do nosso artigo sobre como cuidar dessas plantas de forma adequada.

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IMPORTANTE: O conteúdo deste artigo foi atualizado em 03-11-2021 pela equipe do GPA Brasil. O Artigo acima ou qualquer conteúdo do site tem função apenas informativa e deve ser utilizada sempre com atenção.

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